Ponto de equilíbrio financeiro: saiba como não cair da corda bamba

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Ponto de equilíbrio financeiro diz respeito às finanças da sua empresa e o conhecimento a respeito dos lucros e prejuízos. Para dar os próximos passos nas suas estratégias é essencial entendê-lo, e é isso que vamos fazer aqui! 

O mundo da contabilidade é extremamente rico, contando com alguns indicadores para o ponto de equilíbrio das áreas financeiras, contábil e econômica.

No ponto de equilíbrio financeiro (PEF) são retiradas do cálculo todas as receitas e despesas contabilizadas que não representam um desembolso ou entrada no caixa. 

Com isso, o indicador passa a ficar compatível com o caixa da organização.

Se você quer entender como realizar a fórmula desse indicador, veio ao lugar certo. Por isso, não tire os olhos deste conteúdo e aprenda a controlar suas finanças. Confira!  

Entenda o que é ponto de equilíbrio financeiro

O ponto de equilíbrio também é conhecido como break even, se refere a um indicador para saber se o lucro ou prejuízo de um empreendimento é igual a sua receita total. 

Sendo assim, o equilíbrio financeiro é um índice percentual que marca o ponto em que as vendas geram receitas iguais às despesas da operação.

A partir desse ponto a companhia passa a auferir lucro, mas se não atingir, é considerado prejuízo. 

Em outras palavras, o PEF (ponto de equilíbrio financeiro) deve indicar qual o faturamento mínimo, não para a empresa crescer, mas para cobrir seus gastos, passando a ter rendimentos positivos.

O cálculo do PEF permite ao empresário saber qual o faturamento mensal, ou anual, mínimo para cobrir despesas, tanto variáveis quanto fixas. 

Quanto mais baixo for o ponto de equilíbrio, maior é a segurança da operação para a lucratividade e rentabilidade do negócio.

Dentro da contabilidade existe uma confusão entre equilíbrio contábil, econômico e financeiro. 

Para te ajudar a diferenciar entre esses indicadores, acompanhe nossa explicação abaixo: 

A diferença entre ponto de equilíbrio contábil, econômico e financeiro

Uma pessoa analisando um gráfico sobre ponto de equilíbrio e anotando as informações.

Entre o ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico, o primeiro é o mais utilizado entre os três! 

Para realizar o cálculo dessa fórmula, é necessário fazer a divisão entre o valor dos custos e despesas fixas de acordo com a margem de contribuição. 

O resultado da fórmula é a receita total, que depois poderá ser igualada aos gastos. 

E dentro do PEF da contabilidade existem duas variações bem conhecidas. São elas: ponto de equilíbrio financeiro e ponto de equilíbrio econômico

  • Ponto de equilíbrio financeiro: a diferença da fórmula deste indicador para o cálculo do ponto de equilíbrio contábil está na exclusão dos custos fixos, já que o importante aqui é identificar o dinheiro que sai do caixa da empresa; 
  • Ponto de equilíbrio econômico: este indicador representa a correção monetária que precisa ser avaliada juntamente com as despesas fixas. Em sua fórmula, é adicionado o custo de oportunidade.

Bom, tendo clara a diferença entre os três, podemos voltar a falar sobre o PEF! 

Saiba a importância de aprender sobre o PEF 

Para realizar o cálculo do ponto de equilíbrio financeiro, é necessário considerar três fatores:

  1. Os custos fixos: os custos fixos são as contas que a sua empresa obrigatoriamente precisa pagar, independentemente do nível de operações que ela tiver. 

Por exemplo, aluguel do condomínio, salário dos colaboradores, contas de água, luz e internet, matérias-primas, etc;

  1. A margem de contribuição: por fim, a margem de contribuição tem total relação com a receita bruta em cima das vendas dos produtos ou serviços da sua empresa. 

Ela também pode ser utilizada para chegar a um resultado de preço de vendas da mercadoria.

  1. As despesas variáveis: as despesas variáveis são diferentes dos custos fixos, pois levam em consideração somente o momento de produção de um determinado produto ou serviço. 

As matérias-primas da sua mercadoria, por exemplo, podem ser consideradas despesas variáveis; 

Se baseando nesses três fatores é possível ter ideia do valor do ponto de equilíbrio financeiro.

Além disso, você pode entender a quantidade de vendas que devem ser feitas para que todos os custos e despesas sejam cobertos, resultando em mais lucratividade e rentabilidade.

Veja como fica o ponto de equilíbrio financeiro

O ponto de equilíbrio financeiro (PEF) – ou Ponto de Equilíbrio de Caixa – também é o de apresentar o valor total de vendas necessárias para a organização pagar as contas e lucrar a partir desse valor. 

Com esse ponto de equilíbrio são retiradas do cálculo todas as receitas e despesas contabilizadas que não representam um desembolso ou entrada no caixa. 

Dessa forma, o indicador passa a ficar compatível com o caixa da organização.

Isso porque o cálculo do PEF não considera aqueles gastos que não irão deixar o caixa.

Ou seja, isso é visto como uma vantagem do PEF, já que demonstra o quanto é necessário ser vendido para que o lucro seja igual a zero. 

Contudo, a abordagem do PEF olha diretamente para os objetivos a curto prazo.

Por isso, o ponto de equilíbrio não prepara a empresa para situações futuras, como, desembolsos de provisões ou eventuais trocas de máquinas e equipamentos.

Aprenda como calcular o ponto de equilíbrio financeiro

Para alcançar o ponto de equilíbrio contábil, econômico e financeiro temos uma fórmula:

PEF = Gastos Fixos – Gastos não Desembolsáveis / Margem de Contribuição

Por exemplo, imagine uma empresa produzindo um produto com preço de venda de R$ 10,00 por unidade. 

Com isso, os custos variáveis são R$ 8,00 por unidade e os custos fixos totalizam R$ 18.000,00 por ano, dos quais R$ 4.000,00 são relativos à depreciação. 

Com isso, o patrimônio líquido da empresa é de R$ 50.000,00 e a sua taxa mínima de atratividade é de 10% ao ano.

Primeiramente, ao observar a fórmula do PEF nota-se a necessidade da margem de contribuição.

Por isso, o valor que cada unidade produzida e vendida contribuirá para o pagamento dos custos e despesas fixas. 

Com isso, temos:

Margem de Contribuição = Valor das Vendas – (Custos Variáveis + Despesas Variáveis)

Preço de venda unitário (receita) = R$ 10,00

(-) Custo variável unitário = R$ 8,00

Margem de contribuição unitário = R$ 2,00 (ou 20% do Preço de Venda)

Aplicando a fórmula do Ponto de Equilíbrio Financeiro:

PEF = (R$ 18.000,00 – R$ 4.000,00) / R$ 2,00 = 7.000 unidades (Ponto de Equilíbrio Financeiro em quantidade)

Para descobrir, basta multiplicar as 7.000 unidades pelo preço de venda unitário (R$ 10,00). Com isso, temos:

7.000 unidades x R$ 10,00  = R$ 70.000,00 (Ponto de Equilíbrio Financeiro em valor)

Podemos ainda dividir a base de cálculo do PEF pelo % da MC.

R$ 14.000,00 ÷ 20% = R$ 70.000,00 (Ponto de Equilíbrio Financeiro em Reais).

Ou seja, a empresa precisará vender 7 mil unidades de seu produto por ano, faturando R$ 70.000,00, para chegar no resultado necessário.

Entendeu a função do ponto de equilíbrio? Então comece a aplicá-lo na sua empresa!

Como vimos ao longo deste conteúdo, realizar o cálculo do ponto de financeiro não é um bicho de sete cabeças. 

E o melhor de tudo: com base no resultado alcançado é possível descobrir o ponto em que seu negócio passará a lucrar.

Vale ressaltar que o percentual mostrado pela margem de contribuição é um dos principais responsáveis para entender o lucro que a sua empresa alcançou. 

Fora isso, assim que você tiver o resultado do ponto de equilíbrio, é necessário então esperar pelo lucro para dar os próximos passos a outras estratégias. 

Boa sorte nos negócios!

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