Como as indústrias nacionais podem competir com a China

Competir com a China é um dos maiores desafios das indústrias na atualidade.

A busca pela competitividade é constante e todas as empresas querem se destacar no mercado nacional e internacional.

 

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Pensando em ajudar as indústrias, separamos algumas dicas nesse artigo sobre como competir com a China. Além disso, você também irá aprender sobre:

 

 

Há décadas criou-se a expressão Tigres Asiáticos. Geridos a partir do Japão, Hong-Kong, Coréia do Sul, Cingapura, Taiwan, entre outros. Elas passaram a produzir bens com a tecnologia que o Japão, pacientemente, havia aperfeiçoado e consagrado, nas décadas de 50 e 60.

Mesmo com situações econômicas e políticas conflituosas aflorando e guerras de diversos portes, esses países investiram muito em infraestrutura e educação, originando uma geração de gente produtiva, que fabricando produtos de alta qualidade, acabou superando a desconfiança e a xenofobia do resto do mundo, consagrando os bens provenientes da Ásia por desempenho, durabilidade e acabamento.

Como se não bastasse, um último tigre, a China, acabou se agarrando à onda bem-sucedida que mexeu com a economia mundial, acenando ao mercado com sua mão-de-obra abundante e de custo baixo. Isso fez com que competir com a China tenha se tornado uma missão difícil para as indústrias brasileiras.

Iniciando uma era de alta produtividade, a China vem revertendo décadas de estagnação econômica, enquanto passou a importar volumes crescentes de commodities, gerando superávits anuais que durante anos beiraram os dois dígitos. Além de propagar esse crescimento importando e exportando para diversas regiões do planeta.

 

Crise = Oportunidade

 

É fato que muitas empresas fecharam as portas em definitivo no último triênio e as que não fecharam tiveram de reduzir o ritmo produtivo, diminuir o quadro de funcionários e inventar estratégias para dar saída aos estoques abarrotados.

Existem empresas que chegam ao patamar mínimo e adotam a economia de subsistência. Essas, lenta e pacientemente aguardam uma melhora na economia. E são essas empresas que podem retornar ao mercado brasileiro e competir com a China.

Cada empresa que fecha geralmente afeta várias outras empresas, e/ou consumidores finais. Forma-se então uma bolha de demanda. Ela ocorre sempre que uma relação entre consumo e fornecimento sofre uma descontinuidade de grande porte.

Porém, essa situação pode se transformar em oportunidade de começar um empreendimento, pois há uma gama de clientes carentes procurando por novos fornecedores.

 

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É essencial ficar atento às oportunidades que aparecem. Definitivamente, crise de uns é oportunidade para outros.

Se sua empresa está insegura quanto a investir no Brasil e competir com a China, seguem alguns bons argumentos para que você possa decidir de vez:

 

1) Custos

 

Atualmente, a moeda brasileira possui baixa valorização, o que consequentemente, torna inviável a importação. Isso graças a grande quantidade de impostos de tramitação internacional, como IOF e outros impostos incidentes.

Esse cenário tem grande potencial para quem deseja competir com a China, pois agora muitos buscam adaptar as suas necessidades para empresas nacionais, ou seja, há uma grande demanda carente de quem realizava importações e, atualmente, buscam por novos fornecedores. 

 

2) Prazo de entrega

 

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Principalmente no que se refere a produtos feitos sob demanda, o mercado interno tem tudo para ser o melhor em prazo.

Por mais aplicados e ágeis que sejam os concorrentes chineses, as indústrias nacionais entregam os produtos em território nacional, sem depender de frete, desembarque, trâmites fiscais e deslocamento até o local de instalação.

Sem falar na expectativa gerada de que o produto entregue esteja coerente com o que foi encomendado, sem erros, pois caso contrário, as correções serão feitas a 20.000 km de distância daqui, e passarão novamente por todos os trâmites internacionais. Esse é um fator que influencia muito para quem deseja competir com a China.

 

3) Manuais de instalação e manutenção

 

Não convém esquecer que documentações de instalação, uso e manutenção dificilmente serão entregues em Português. Geralmente são bilíngues ou péssimas versões da tradução do Chinês para Inglês (ou Espanhol).

Como o fornecedor nacional fala a mesma língua, não haverá problemas e confusões com tais manuais e documentações. O que já representa uma grande vantagem para quem deseja competir com a China.

 

4) Garantia de fábrica

 

Esse é outro item para o qual se deve dar atenção: a garantia de fábrica. Caso o item adquirido possua algum dano ou apresente problemas durante o período de garantia, a devolução para troca ou conserto terá que passar mais uma vez por todas burocracias existentes nos traslados internacionais. 

A menos que a empresa chinesa possua um representante/fornecedor local, o cliente precisará estocar componentes de reposição sugeridos, torcer para que existam equivalentes nacionais ou então que algum importador os possua em estoque.

Em casos de a peça para reposição, existem ainda as limitações de mão-de-obra para o conserto: caso o representante local não disponha de uma pessoa treinada, o usuário deverá contratar um técnico local, ou ainda dispor de uma equipe de manutenção própria e esperar que o serviço seja executado corretamente.

 

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Saiba mais como fabricar no Brasil e competir com a China

 

Contratação de profissionais capacitados e seus salários

 

A crise deixou sem emprego muitos profissionais capacitados, os quais precisaram diminuir suas propostas iniciais de salário para conseguir voltar ao mercado, mesmo que por ora, não recebam as melhores propostas.

Com essa diminuição salarial por tempo indeterminado, os custos para contratação foram reduzidos. Em consequência disso, as empresas poderão readequar orçamentos.

Outro ponto importante, é a alta quantidade de profissionais capacitados que desejam voltar ao mercado de trabalho. Essa é uma alternativa para quem precisa competir com a China, compartilhando baixos orçamentos.

 

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Outra característica do Brasil é a fartura de matérias-primas, sejam minérios, plásticos, borracha, madeira, e assim por diante.

Superado temporariamente o susto da crise hídrica, o governo está investindo em estocagem de água e novas fontes de energia elétrica alternativa.

Essas duas afirmações indicam a facilidade brasileira em obter material para trabalhar e que existem novas oportunidades de gerar economias através das riquezas da terra, como a água, a qual pode ser utilizada para gerar energia elétrica, possibilita que altos gastos sejam reduzidos ou até mesmo cortados.

Gerando essas economias, as empresas podem focar seus investimentos em outras linhas de produção, fazendo com que sua produtividade cresça. Ou seja, temos mais um ponto de vantagem no momento de competir com a China.

 

O cenário atual abre portas para quem deseja competir com a China

 

A crise mexeu com muita gente, tanto para os assalariados e autônomos, como os empresários.

Muita gente parou de fazer o que fazia, o que deixa o mercado carente de bens e serviços. Quem identificar essas lacunas e entregar o que o mercado necessita encontrará demanda para seu nicho de atividade.

Realize um planejamento estratégico e aproveite todas as oportunidades para competir com a China.

 

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